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A histerectomia é um tipo de cirurgia ginecológica que consiste na retirada do útero e, dependendo da gravidade da doença, das estruturas associadas, como as trompas e os ovários.

Após a apendicectomia (retirada do apêndice), a histerectomia é a segunda cirurgia mais realizada no mundo. Calcula-se que no Brasil de 20% a 30% das mulheres serão submetidas a esta intervenção até a sexta década de vida, aproximadamente 200 mil casos por ano. Nos EUA, este número gira em torno de 600 mil por ano, ficando apenas atrás das operações cesarianas.

Estudos epidemiológicos mostram que a histerectomia via vaginal está associada a uma menor morbidade e recuperação pós-operatória mais rápida quando comparada a outras técnicas, ou seja, apesar de apresentar uma taxa de complicações muito reduzida, apenas 20% das remoções de útero são realizadas por via vaginal,

Normalmente, este tipo de cirurgia é usada quando outros tratamentos clínicos não tiveram sucesso para curar problemas graves na região pélvica, como câncer de colo do útero em estado avançado, câncer nos ovários ou no miométrio, infecções graves na região pélvica, miomas uterinos, hemorragias frequentes, endometriose grave ou prolapso uterino.

O procedimento cirúrgico pode ser feito de duas formas:

  • Vaginal;
  • Vaginal, assistida por Laparoscopia/Robótica.

A histerectomia por via vaginal apresenta:

  • Taxa mais baixa de complicações;
  • Menor tempo de internação;
  • Menor tempo de recuperação;
  • Custo mais reduzido;
  • Regresso mais rápido e com melhor qualidade à atividade profissional.

Tipos de tipos de histerectomia
Os tipos de histerectomia são escolhidos de acordo com o objetivo da cirurgia e a necessidade de retirar os órgãos afetados após a avaliação do médico:

  • Histerectomia total, que consiste na retirada do útero e do colo do útero;
  • Histerectomia subtotal, em que é retirada o corpo do útero, mantendo o colo do útero;
  • Histerectomia radical, em que são retirados o útero, o colo do útero, a região superior da vagina e parte dos tecidos ao redor desses órgãos, sendo mais utilizado em casos de câncer em estágio avançado. Em alguns casos, como endometriose grave ou câncer avançado, também pode ser necessário retirar as trompas e os ovários.

As indicações de histerectomia são:

  • Miomas muito grandes;
  • Endometriose: a maioria das mulheres com endometriose realiza a histerectomia;
  • Câncer Ginecológico: se você tem câncer do útero, colo do útero, endométrio ou ovário, a Histerectomia pode ser recomendada para tratá-la;
  • Prolapso Uterino: a remoção do útero e reparação do relaxamento pélvico pode aliviar esses sintomas;
  • Sangramento Vaginal Anormal: nesse caso, pode ser feita uma Histerectomia para tratar a doença;
  • Dor Pélvica Crônica: se você tem dor pélvica crônica claramente causada por uma condição uterina, como último recurso, a Histerectomia pode ajudar.

Cuidados após a cirurgia
Após a cirurgia, é comum haver sangramentos vaginais durante os primeiros dias, e a ginecologista irá indicar medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos para aliviar a dor e evitar infecções no local. Além disso, alguns cuidados importantes são:

  • Repousar, evitando pegar pesos, fazer atividades físicas ou movimentos bruscos por pelo menos 3 meses;
  • Evitar o contato íntimo por cerca de 6 semanas ou de acordo com orientação médica;
  • Fazer pequenas caminhadas em casa ao longo do dia, evitando ficar o tempo todo na cama para melhorar a circulação e evitar trombose.

Após a cirurgia de retirada do útero, a mulher não irá mais menstruar e nem poderá mais engravidar. No entanto, o apetite sexual e o contato íntimo se manterão, permitindo uma vida sexual normal.

Nos casos em que a cirurgia inclui a retirada dos ovários, ocorre o início dos sintomas da menopausa, com presença de calor constante, diminuição da libido, secura vaginal, insônia e irritabilidade. Quando ocorre a remoção dos dois ovários, também será preciso iniciar uma terapia de reposição hormonal, que reduzirá os sintomas característicos da menopausa.


Dra. Fabiana Antonello Bersch – Ginecologista Obstetra – CRM/MT 3751
Especializada em Reprodução Assistida e Estética Genital Feminina (Cosmetoginecologia)
Rua Santo André, 515 – Primavera do Leste – Mato Grosso – MT